A Luthieria
Uma oficina de luthieria em Belo Horizonte, na bancada desde 2003, para quem toca — de quem está começando num violão emprestado a quem vive de palco.
A OFICINAO que sai desta bancada
Regulagem, nivelamento e troca de trastes, colagem, elétrica, customização, pintura e restauração — em todo tipo de instrumento de cordas. Também cuidamos da eletrônica de áudio: amplificador, pedal, pedaleira, teclado e fonte. Veja todos os serviços.
Além do conserto, fabricamos instrumentos e ensinamos o ofício: são quatro cursos presenciais na mesma bancada em que o trabalho acontece.
A casa
São duas oficinas em Belo Horizonte: a da Savassi, com a loja na frente e o atendimento de balcão, e a do Castelo, o galpão onde ficam a marcenaria e a cabine de pintura. Endereços, horários e telefone estão no contato — e não precisa agendar para trazer o instrumento.
Como cheguei aqui
Me chamo Henrique Utsch. Comecei desmontando os brinquedos para ver como funcionavam por dentro. O presente mais importante que ganhei do meu pai foi um kit de ferramentas — e, dali em diante, consertar o que quebrava em casa virou comigo.
A música entrou por um violão emprestado do meu avô, um Giannini anterior a 1950, em estado ruim, mas que funcionava. Estudei em escola de música, passei um tempo na bateria e, aos 14 anos, conheci a guitarra elétrica. Foi paixão incondicional.
Foi a minha primeira guitarra que me apresentou a profissão: vivia com defeito, e achar um luthier na minha cidade era difícil — quando eu achava, o serviço nem sempre voltava bom. Como eu já gostava de montar e desmontar as minhas coisas, comecei a tentar resolver sozinho, até onde dava.
Faltava conhecimento, e o que havia em livro e na internet era desencontrado. Descobri em São Paulo a B&H, escola de luthieria que juntava uma turma de gente de fora do estado um dia por mês. Fiz isso por quase dois anos: saía de casa à noite, dormia no ônibus, chegava de madrugada, esperava a escola abrir, estudava o dia inteiro e voltava na mesma noite.
Comecei consertando a minha guitarra e a dos amigos. Eles gostavam, indicavam, e acabei trabalhando numa loja de música — onde vi quantos instrumentos novos, ainda sem vender, já chegavam com defeito. Ali entendi que dava para viver disso, e abri a minha própria assistência técnica.
Depois procurei o luthier Vergilio Lima, que estava abrindo o ateliê dele para quem quisesse aprender. Juntei o que eu já sabia ao cuidado que ele tinha com cada serviço, fabriquei a minha primeira guitarra e o meu primeiro violão — e os dois eram melhores do que qualquer instrumento de loja que tinha passado pela minha mão. Foi ali que me senti luthier pela primeira vez.
Daí em diante estudei eletrônica, pintura, mecânica e mecatrônica, e montei o ateliê que temos hoje: estrutura para fabricação, restauração e customização, e um lugar decente para receber quem chega com o instrumento na mão.
A arte aliada à técnica
O Henrique é um profissional super competente, que conta com um time de colaboradores de primeira linha. A oficina é super bem equipada e os serviços são sempre muito bem executados.
Seu instrumento merece atenção especial.
Descubra em 2 minutos o que ele precisa.
